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IPOJUCA .::
Em
relatos de 1530, os portugueses resgistraram a ocupação
do litoral desse município. Ipojuca foi, então,
uma das primeiras e mais importantes regiões para
o sistema colonial. Em 1560, suas terras férteis
e ricas em massapê já começavama a
ser exploradas, após a expulsão dos índios
Caetés e de outras tribos do litoral sul. E é do
termo indígena iapoiuque (água escura)
do qual deriva o nome da cidade.
Rapidamente
a cultura de cana-de-açúcar se desenvolveu
e incentivou a fundação de vários
engenhos, que, durante muito tempo, prosperaram. Desse
período, Ipojuca guarda pouco. Mas antes da intervenção
de qualquer povo, já era bonita por natureza. Os
cenários exuberantes servem de colírio para
os olhos dos visitantes, que encontram em um só lugar,
ilhas, manguezais, cachoeiras, praias e trilhas ecológicas.
No decorrer dos anos, o município só foi
ganhando cada vez mais graça e beleza.
As
igrejas nos ajudam a contar parte da história desse
lugar. A Igreja e o convento do Senhor Santo Cristo, por
exemplo, datam do século XVII. Em 1639, contudo,
os holandeses saquearam o convento e instalaram lá um
quartel militar. Com a expulsão dos invasores, o
espaço voltou a ter função original.
Na igreja, de estilo maneirista, destaca-se o mobiliário
antigo. Ao lao direito, fica a Capela dos Milagres, onde
estão depositados os mais diversos tipos de ex-votos
e um senhor morto em tamanho natural, deitado sob um estandarte
de procissão.
As
demais edificações religiosas são
mais recentes, a maioria do princípio do século
passado. A Igreja de Nossa Senhora do Ó é de
1906, e, à sua frente, há um cruzeiro de
alvenaria. Já a Igreja de Nossa Senhora da Conceição
do Outeiro, em estilo maneirista, destaca-se por estar
localizada no Monte do Outeiro, em um mirante natural com
altitude média de 90m. Deste ponto, tem-se uma maravilhosa
visão das praias de Serrambi, Toquinho e Maracaípe,
além de um extenso canavial.
A
ilha do Francês está marcada pelo estuário
dos rios Tatuoca e Massangana. A vegetação é rasteira,
arbustiva de coqueiros. Em alguns trechos, domina a vegetação
de mangue em restauração. A praia é balneável,
e, na maré baixa, surgem bancos de areia que enfeitam
ainda mais. Já na ilha de Tatuoca, também
marcada pelo estuário dos dois rios, a vegetação é de
mangue bem desenvolvido, de restinga e arbórea.
Em outros pontos, prevalecem os coqueiros.
Para
os mais aventureiros, as cachoeiras são uma boa
pedida. A do Crauaçu nasce de afloramento rochoso
por onde corre o rio que dá nome à cidade.
Várias corredeiras com diversas quedas surgem ali.
Há a formação de piscinas naturais
e, em um trecho, percebe-se uma pequena praia. Sua queda
principal é de 3m e, em seu retorno, existe uma
plantação de cana-de-açúcar.
Se o visitante quiser conhecer três atrações
de uma vez só, a Cachoeira Furnas dos Holandeses é a
mais indicada. Os afloramentos rochosos que compõe
o lugar são de beleza peculiar e dão origem
a inúmeras piscininhas. Nelas, o banho é uma
delícia, mas existem outras opções.
As duchas e os escorregos são mais recomendados
aos aventureiros, no entanto é preciso ter cuidado,
pois alguns espaços são perigosos. Ao redor
da cachoeira encontravam-se cavernas formadas por blocos
de pedras, denominadas furnas. No interior delas, a visibilidade
não é muito boa, mas vale a pena conferir.
O terceiro atrativo é o "Neck Vulcânico",
uma chaminé de vulcão extinto localizado
no percurso que leva à furna, nas terras da Usina
Ipojuca. O "Neck" tem 30m de altura e apresenta
textura bem preservada. Continua...
Ipojuca
- Parte
II