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NATAL .::
Natal,
a capital do Rio Grande do Norte, na esquina do mapa
do Brasil, é uma cidade privilegiada pela suas belezas
naturais. Lindas praias, dunas, lagoas e coqueirais emolduram
a Cidade do Sol, que a cada dia recebe mais turistas de
todo o Brasil e do exterior. Para quem não sabe,
Natal também é conhecida como a Cidade
do Sol porque o astro rei brilha mais aqui durante o
ano todo.
A
capital potiguar tem cerca de 300 dias de sol durante o
ano. O período de chuvas no Rio Grande do Norte
vai de março a junho, mas a temperatura fica entre
22 e 28 graus.
Com
cerca de 750 mil habitantes, Natal possui o ar mais puro
da América do Sul, segundo levantamento da Nasa,
agência espacial norte-americana, realizado em parceria
com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais).
Esta qualidade no ar é justificada pela sua posição
geográfica privilegiada. A cidade está situada
literalmente na “Esquina do Continente”, onde
uma brisa constante e agradável vem do oceano para
refrescar a cidade, cuja temperatura média anual é de
26,4 graus.
Além
do melhor ar para se respirar, Natal ainda é uma
cidade tranqüila, onde seus moradores cultivam alguns
hábitos do interior, como o de bater papo sentados
em cadeiras colocadas na calçada, em noites de muito
calor. Esta cena é muito comum no bairro do Alecrim,
o mais popular da cidade, que também possui um efervescente
comércio, com destaque para a tradicional Feira
do Alecrim, realizada aos sábados.
A origem da cidade:
A Fortaleza dos Reis Magos, no encontro das águas do mar e do rio Potengi,
cuja construção se iniciou em 6 de janeiro de 1598, dia consagrado
aos Santos Reis, é o marco do início da formação
do núcleo populacional de Natal.
O
historiador e folclorista Luís da Câmara Cascudo,
filho dessa terra, escreveu em seus livros sobre a história
da cidade que a origem do nome Natal pode estar ligado
a dois fatos históricos: um deles relacionado ao
dia que a esquadra de Mascarenhas Homem adentrou na barra
do Potengi, no dia 25 de dezembro de 1597; e o outro, teria
ligação a uma missa celebrada em 25 de dezembro
de 1599.
As
principais festas:
As
principais festas religiosas da cidade são de Reis
Magos (6 de janeiro), São Pedro (29 de junho) e
Nossa Senhora da Apresentação (21 de novembro).
Mas é o
Carnatal, um carnaval fora de época que acontece
no início de dezembro, abrindo a temporada de verão
na cidade, que mais agita a capital do Rio Grande do Norte.
Hoje, o Carnatal é um dos maiores carnavais fora
de época do país. Trios elétricos,
bandas e cantores baianos invadem Natal, numa festa que
reúne turistas e natalenses, durante quatro dias.
As
praias urbanas:
Na
orla urbana, as praias de Ponta Negra, Via Costeira e dos
Artistas são as mais procuradas para banho. A praia
da Redinha, situado no outro lado do rio Potengi, já foi
local de veraneio de classe média natalense. Hoje,
está um pouco esquecida e é apenas passagem
para as outras praias do litoral Norte, como Genipabu.
para quem transita pela balsa entre o bairro de Cristo
Rei e a praia da Redinha. Nesta praia, o tradicional é parar
o buggy ou o carro no velho mercado público e degustar
uma ginga com tapioca. A ginca é um pequeno peixe
frito no óleo de dendê ou comum servido num
palito, colocado dentro da tapioca, uma iguaria regional
feita à base de goma de mandioca e coco.
Ainda
em Natal, alguns passeios podem ser bem interessantes,
como uma visita ao Forte dos Reis Magos, a antiga Catedral,
aos Museu e Memorial Câmara Cascudo, além
do bairro da Ribeira, com seus casarões antigos
e o teatro Alberto Maranhão.
Para
quem gosta de levar lembranças da cidade, uma visita
ao Centro de Turismo, no bairro Petrópoles, e ao
Centro de Artesanato, da praia dos Artistas, pode resultar
em boas compras. Situado num bonito prédio estilo
colonial, onde já funcionou uma antiga cadeia pública,
o centro de Turismo possui inúmeras lojinhas que
vendem artesanato potiguar e nordestino.
Tem
também a Galeria de Arte Antiga e Contemporânea,
que reúne obras de artistas potiguares, com destaque
para pinturas, esculturas e obras de joalheria. E no final
das compras, experimente os bolinhos de macaxeira com camarão,
queijo ou carne de sol da dona Lúcia ou dona Chica,
que se revezam diariamente nessa arte de preparar essas
iguarias. Ou ainda deguste um pastel com recheio de caju.
No Centro de Artesanato da praia do Artistas 80 lojas oferecem
de tudo, desde camisetas até pedras preciosas.
Nas
noites de quinta-feira, no pátio do Centro de Turismo,
acontece o mais tradicional forró da cidade: o forró com
turista tem 14 anos de tradição, reunindo
muitos turistas e natalenses.
História Contemporânea:
Na
história política do Brasil, Natal foi a única
capital do país que em 1935 foi dominada pelos comunistas.
Durante quatro dias, a capital potiguar esteve sob o comando
do Comitê Popular Revolucionário, que chegou
a publicar um jornal e a dirigir ao povo um manifesto.
Na época
da 2º Guerra, a cidade teve uma participação
especial no conflito, devido a sua posição
geográfica privilegiada. É o ponto do Continente
Americano mais próximo da África. Entre 1942
e até o final da guerra, Natal abrigou a maior base
aérea dos Estados Unidos fora do seu território.
Com
cerca de 55 mil habitantes, a Natal naquele período
se transformou com a chegada dos soldados norte-americanos.
O hábito de mascar chiclete e tomar Coca-Cola foram
incorporados ao cotidiano da provinciana capital , que
passou viver o clima da Segunda Guerra. À noite,
para evitar ataques aéreos, a cidade ficava as escuras.
Depois
desse breve histórico de Natal, queremos apenas
convidar você a vir conhecer mais de perto essa pequena,
charmosa e encantadora capital. Com um ótimo alto
astral, a cidade despertar em todos os seus visitantes
uma paixão instantânea. Muitos, depois, acabam
vindo morar nessa cidade de sol, mar e de um povo hospitaleiro.
Outros, deixam tantos amigos aqui que acabam voltando uma,
duas, três, quatro... Enfim, muitos voltam infinitas
vezes.